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A violência nos estádios e o reflexo na torcida

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O Flamengo enfrentou o Peñarol na noite de ontem, (03), pela Copa Libertadores. O jogo não foi marcado pela disputa no campo, mas sim pela briga entre torcedores fora dele. Uma batalha campal na Zona Sul do Rio de Janeiro marcou as horas que antecederam o jogo. Ônibus quebrados, uruguaios e brasileiros feridos e muitos presos. Esse contexto remonta um histórico de brigas entre torcedores na América do Sul.

Os confrontos entre torcidas organizadas brasileiras e estrangeiras – as barras – não são incomuns. Inúmeros confrontos já foram registrados nos últimos anos. Um torcedor do Flamengo, que não quis ser identificado, relatou uma briga no Chile. “A pior briga fora do país foi em 2010 contra a Universidad de Chile. Parecia um campo de guerra antes e depois do jogo”. Ele finaliza contando que dentro do estádio, mesmo com segurança, a realidade não foi diferente “Sem contar que durante o jogo era arremessado todo tipo de objeto para o nosso setor”, concluiu. 

O professor de sociologia da Universidade de Taubaté, Carlos Alberto Máximo Pimenta, afirma em seu artigo sobre o tema que: “[…] A violência entre “torcidas organizadas […]” passou a ser uma preocupação social, uma vez que assumiu característica de acontecimento banal, débil e vazio”. Para a melhora desse quadro, o torcedor rubro negro disse que a polícia precisa ser melhor preparada. “Precisa ter mais vontade de ajudar os torcedores, dando total segurança para não ter esse tipo de confronto. Uma polícia mais bem preparada evitaria e muito as brigas de torcida.”.

Na história, os confrontos entre torcidas rivais é conhecido há anos. Em partida disputada pelo Peru contra a Argentina, em Lima, pelo Torneio Pré-Olímpico, uma briga resultou em 318 mortos e mais de 500 pessoas feridas. A briga, como na maioria dos casos, começou por um motivo banal, a anulação do gol do Peru. Momentos como este se repetiram, “Tive amigo que ficou em coma depois que tomou um tiro de bala de borracha na cabeça. Foi algo assustador.”, concluiu o torcedor que não quis se identificar.

Nossos repórteres foram ao Maracanã e perguntaram para os torcedores se a violência nos estádios afeta sua ida aos jogos.

Reportagem: Giuliano Cosenza, Gustavo Senna, Mariana Colpas, Matheus Pardellas e Patrick Garrido.

 

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