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Alegria para viver

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Reportagem: Larissa de Oliveira e Maria Luísa Martins

Os projetos sociais são iniciativas sem fins lucrativos que visam, de certa forma, ajudar a transformar a realidade de um grupo de indivíduos. Geralmente, são promovidos pelas Organizações da Sociedade Civil (OSC) e buscam o desenvolvimento social de uma certa comunidade ou apenas procuram o sorriso de crianças que possuem alguma doença, como é o caso do projeto social “Pensando em você”. A iniciativa conta com voluntários que se fantasiam de personagens para poder levar alegria para os jovens.

Empatia foi a palavra utilizada por Ricardo da Silva, de 40 anos, para definir sua motivação diária. Ele diz que realiza as visitas à hospitais desde os 20 anos, porém, há três decidiu criar o “Pensando em você” dando um nome e imagem a ele. “É necessário sair da sua zona de conforto e ir até onde o problema está. O projeto iniciou quando esse desejo de me colocar no lugar e sentir a dor do próximo entrou no meu coração”, afirma.

Conhecido como “Chapolin”, a escolha deste personagem se dá devido a uma criança chamada Luis Felipe, de São João de Meriti: ele tinha uma atrofia na medula espinhal e era fã do personagem. A compaixão de Ricardo vai além da fantasia, pois certo dia uma criança perguntou o porquê do Chapolin ter cabelo e ela não. Desde então, ele raspa o cabelo para ficar careca. “Agora sou igual a eles”, afirma.

Dentre várias, uma pessoa marcante na vida de Ricardo foi a jovem Julie, que conheceu no Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil. Internada durante seis meses no Instituto Hemorio, lutou contra o câncer de mama e afirmou que quando superasse a doença iria participar das ações junto com o grupo de Ricardo. “Ela saiu do hospital, nos procurou e voltou lá no Hemorio para ajudar e mostrar que é possível vencer qualquer tipo de doença. Foi um momento muito emocionante”, acrescenta.

Chapolin brincando com criança no hospital/ Foto: Larissa de Oliveira

 

Apesar dos obstáculos diários, como não ter um espaço físico e a falta de um transporte adequado, a iniciativa segue com a ajuda de voluntários e doações. O principal objetivo sempre foi levar alegria e fazer com que os jovens não percam a esperança na luta contra doença. “A gente fica angustiado vendo a nossa filha nessa situação, mas Deus colocou eles (voluntários) no nosso caminho para divertir as crianças. Agradeço à vida de cada um deles”, desabafa Ana Paula de Souza, mãe de uma das crianças amparadas pelo projeto.Além de ir a hospitais, eles também visitam educandários. Edson de Melo, de 43 anos, chegou no educandário Romão Duarte com quatro meses de vida, saiu quando completou 18 anos e hoje é funcionário da casa ajudando em todas as áreas. “As crianças sempre ficam felizes quando eles (os voluntários) chegam. Além do afeto, eles também trazem doações. Mesmo não tendo uma família, o importante é elas se sentirem alegres”, diz Edson.

Na visita ao educandário para um evento promovido pelo projeto em comemoração ao Dia das Crianças, o Chapolin contou com a ajuda de mais dois amigos, o Super Mário (Flávio Luiz) e o palhaço Bananada (Moisés Almeida). “Ninguém salva o mundo sozinho. Quando nos juntamos como personagens, as crianças adoram e já querem um abraço, um carinho. Não tenho palavras para descrever esse momento”, afirma Flávio.

Texto: Maria Luísa Martins

Edição: Larissa de Oliveira

 

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