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Doces ou travessuras?

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O Halloween, ou Dia das Bruxas, é uma data comemorada anualmente no dia 31 de outubro nos Estados Unidos, sendo inspiração para diversos filmes, incluindo grandes sucessos de bilheteria, como “Abracadabra” e “Convenção das Bruxas”. A data é uma das celebrações mais populares dos Estados Unidos e tem crescido no Brasil no decorrer dos últimos anos. 

Acredita-se que a origem do Halloween tenha sido um festival praticado pelos celtas, chamado Samhain. Atualmente, o  nome da festividade é inspirado na expressão “All Hallow’s Eve”, que significa “Véspera de todos os Santos”, fazendo referência a data celebrada em 1º de novembro pela Igreja Católica.

Ao mesmo tempo, no Brasil, a data marca O Dia do Saci. No entanto, o dia é pouco conhecido por brasileiros que, desde jovens, entram em contato com produções culturais norte-americanas que acabam sobrepondo a cultura local. O sociólogo Sérgio Turcatto acredita que isso é fruto de uma idealização da cultura dos Estados Unidos da América sobre as demais. “O reducionismo e a generalização são as duas formas perfeitas para criar estereótipos”, completa Sérgio.

 Nesse contexto, os costumes estadunidenses passaram a se difundir ainda mais ao redor do mundo. O historiador Baltasar Ruiz comenta que um desses hábitos mais notáveis é o estabelecimento da língua inglesa como universal: A fala da língua estrangeira no currículo é cada vez mais solicitada, principalmente o inglês, e vem o pacote colonialista como o Halloween”. Baltasar enfatiza que, apesar disso, é necessário resgatar a cultura brasileira a fim de reforçar nossas identidades.

Visto que atualmente nos currículos, a experiência no idioma inglês é um aspecto vantajoso, em escolas e principalmente nos cursos de inglês, o Halloween é sempre mencionado pelos professores. Daniela Barreto, que leciona inglês em colégios, acha importante falar sobre o assunto. “Eu gosto de falar com os alunos sobre o Halloween, porque eu acho que a gente aprende a língua de um povo entendendo a cultura dele.”, comenta a professora. 

 Nos cursos de Inglês, essa comemoração é ainda mais presente. Raquel Gomes, coordenadora de curso, conta como são as dinâmicas da celebração: Tentamos apresentar para nossos alunos as tradições de lá, replicando as brincadeiras que eles geralmente fazem e o famoso “Trick or Treat” (doces ou travessuras), adaptado.”

Já em um condomínio da zona oeste do Rio, o Halloween foi comemorado de maneira diferente do usual. “Não foi o Halloween tradicional, de passar na casa das pessoas pedindo doces ou travessuras”, afirmou Jade Politi, irmã de uma das crianças que participou. Ela conta que um grupo de mães do condomínio organizou o evento em ambiente aberto, com sacos de doces individuais e um piquenique. “Foi a forma que eles encontraram para adaptar a comemoração para a pandemia.”, completou. 

 

Reportagem: Amanda Domicioli, Gustavo Vieira, Isabel Tavares, João Manoel Morais, João Pedro Camero, Júlia Araujo, Júlia Pôssas,  Mateus Rizzo, Paola Burlamaqui,  Ricardo Ferro.

Supervisão: Ana Júlia Oliveira e Pedro Cardoso.

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