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Simulando o futuro

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O Dia da ONU, Organização das Nações Unidas, acontece em 24 de outubro e tem referência à data de sua fundação com a Carta da ONU, em 1945. Com a aprovação desse documento pela maioria dos seus signatários, incluindo os cinco membros permanentes do Conselho Nacional de Segurança, as Nações Unidas passam, dessa forma a existir. A organização tem o objetivo de manter a paz e segurança internacional, promover a ajuda humanitária, o desenvolvimento sustentável e proteger os direitos humanos. Para alcançar essas causas é preciso um trabalho de cooperação e mediação com 193 Estados soberanos. 

A oportunidade de aprendizado é enorme quando se fala sobre essa organização. Assim, foi desenvolvido o modelo de simulação da ONU, que visa o entendimento na prática de como são realizados as atividades das Nações Unidas. A ideia é que os estudantes possam vivenciar uma reunião e achar soluções para problemas globais do momento. 

Participantes da Interlegis, um tipo de simulação da ONU.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Os  alunos adquirem a partir disso um conhecimento político-histórico internacional, analisando as relações entre as nações desde a sua constituição. “Esse ambiente favorece a utilização de conhecimentos de forma lógica e encadeada para provar a visão de mundo defendida pela delegação representada”, explica o estudante de Direito Pedro Schaefer, de 19 anos. Ele comenta também que foram as simulações que ajudaram no uso de sua habilidade de fala e a encontrar uma profissão em que pudesse utilizá-las.

Para Pedro, as simulações no ensino médio auxiliam os alunos, despertando interesse em assuntos escolares e também no desenvolvimento do pensamento objetivo, que acaba influenciando na escrita de redações escolares, e posteriormente, em textos acadêmicos. “Acredito que as simulações abrem uma porta para um ambiente que não é muito familiar para os estudantes de ensino médio, favorecendo seu entendimento e interesse por essa área até mesmo profissionalmente”, completou.

Além de contribuir para o desenvolvimento pessoal, as simulações também contribuem para a compreensão do atual momento político. “Você começa a entender muito mais o contexto que alguns países vivem na atualidade. Se você estiver em um comitê de guerra, vai acabar aprendendo como os países se portam nessas situações”, afirma Alicia Urraca, de 19 anos. 

Alunas participantes da Interlegis, um tipo de simulação da ONU.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A ONU apresenta diferentes tipos de cargos, desde secretário geral até delegação e diversos comitês. É quem compõe o secretariado que organiza os detalhes da simulação e decide quais serão as responsabilidades dos comitês escolhidos. Os alunos que funcionam como delegados, precisam entender o contexto no qual seus respectivos países estão incluídos para que possam discutir com embasamento em relação aos problemas. Segundo a ONU, estima-se atualmente que mais de 400 mil estudantes em todo o mundo participem deste tipo de atividade em todos os níveis de ensino, do fundamental I à universidade.

Alguns dos participantes desses projetos acabam assumindo cargos de organização ao longo do tempo. Diego Souza de 24 anos, que foi secretário geral das Simulações Marcelinas (SIMAR) em 2018, começou a participar desses eventos em 2011 logo que entrou no ensino médio e assim que se formou, foi convidado a ingressar na diretoria. Para ele o importante é ver os alunos aproveitando o evento. “O nosso salário é ver a satisfação dos alunos, a gente cresce muito com a experiência”, afirma.

As simulações vão além de apenas conhecimento. Bernardo Louzada, 17 anos, estudante de Economia da UFF diz que, no ensino médio, não era muito extrovertido. “A convivência na simulação me trouxe várias amizades de diversos estados”. Inclusive, naquela época ele ainda não tinha noção do que queria seguir em sua carreira profissional. Porém, após a simulação, ele descobriu qual seria seu curso: “Quando você lida com nações, trata-se muito de economia, porque muito das disputas feitas na diplomacia tem muitos interesses econômicos de cada nação. Então, eu acabei escolhendo a Economia”.

Reportagem: Bárbara Beatriz Camello, Beatriz Aguiar, Felipe Roza, Larissa Rodrigues, Maria Luísa Martins e Nestor Ahrends.

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