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Mais que um esporte, um estilo de vida

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O karatê, arte marcial símbolo da cultura japonesa, tem sua história marcada por batalhas e tentativas de impedir seu crescimento, mas também possui suas conquistas. Após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, as forças americanas proibiram a prática do esporte. Porém, utilizar os pés e as mãos como formas de defesa se popularizava cada vez mais no país e o que era apenas uma luta se tornou uma forma de unificar aquele povo.

Em 2020, a arte marcial que nasceu na ilha de Okinawa, no Japão, terá a oportunidade de mostrar em seu país de origem a sua história. Pela primeira vez a luta será disputada em uma Olimpíada. Um esporte para se tornar olímpico precisa ser adotado em  40 países e 3 continentes na categoria feminina e, na masculina, em 75 países e 4 continentes. Esses dados mostram o quanto os japoneses conseguiram expandir sua cultura através de seus imigrantes.

As Olimpíadas em Tóquio terão como tema o termo “omotenashi”. De acordo com o presidente do Instituto Cultural Brasil Japão (ICBJ), Raimundo Sohaku, é uma palavra difícil de ser traduzida para o português. “Significaria a melhor forma de tratar o outro, uma cortesia, a melhor forma de você satisfazer a expectativa de seu cliente e isso se estende a toda a sociedade”.

 No Brasil, país que possui a maior comunidade de imigrantes e descendentes de japoneses, o karatê é um esporte bastante conhecido e praticado. Porém, ainda enfrenta algumas dificuldades, como as grandes divisões que existem dentro da mesma luta. Para o bicampeão mundial de Karate Shotokan, Diogo Yoshida, de 52 anos: “Existem muitas confederações e federações e unificar esse pessoal é difícil, então você acaba perdendo patrocínio com isso”. Ele explica que a maior dificuldade de fomentar esse esporte é a grande diversidade de organizações, uma vez que o lutador deve participar de muitas e gasta, com isso, muito dinheiro.

No karatê as mulheres também vêm conquistando seu espaço. Entretanto, segundo a Suellen Martins, de 30 anos e  faixa preta de karatê, esse esporte ainda é um lugar que o homem comanda. “No meu exame de faixa, por exemplo, só tinham quatro mulheres fazendo para 20 homens. Conseguir a faixa preta nesse ambiente é muito recompensador, especialmente por poder dar aulas hoje pra mulheres que querem treinar com outras mulheres.”

Reportagem: Carolina Mie e Renan Adnet

Edição: Renan Adnet

 

1 comentário

  1. Diogo Yoshida 15 de setembro de 2019

    Perfeita reportagem maravilhoso parabéns a toda a equipe.

    Responder

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