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A resposta das universidades frente à pandemia

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A pandemia causada pelo coronavírus têm afetado a educação em todo o mundo. As aulas foram suspensas com o objetivo de evitar as aglomerações e conter a propagação da doença. Por isso, as instituições encontraram um novo desafio: manter a qualidade do ensino mesmo à distância. 

Desde o dia 18 de março, o Ministério da Educação (MEC) permitiu que as instituições de ensino superior substituíssem as aulas presenciais por atividades que utilizassem meios e tecnologias de informação e comunicação. Essa autorização duraria 30 dias e poderia ser prorrogada por conta da pandemia do novo coronavírus. Com isso, as universidades do Rio de Janeiro, assim como as de todo o Brasil, tiveram que se pronunciar. 

UFF, Unirio e UFRJ optaram pela suspensão de seu calendário acadêmico por tempo indeterminado, ou seja, até que a pandemia esteja controlada os alunos seguirão sem aulas. A UERJ, além de suas aulas, também suspendeu indefinidamente o seu exame de qualificação.

A Universidade Federal Fluminense (UFF) começaria suas aulas presenciais no dia 16 de março, porém, por conta da pandemia, adiaram o reinicio até tomarem a decisão, no dia 8 de abril, de suspender o calendário acadêmico indefinidamente. Segundo o professor de física da UFF, Marco Moriconi, a escolha pela suspensão em detrimento do ensino remoto pode ser explicado. “Nas turmas grandes, dos primeiros períodos, há uma grande variação social entre os estudantes, muitos não têm acesso à banda larga de qualidade, ou até mesmo um bom espaço para estudar, dependem da universidade para isso.”

Apesar do calendário suspenso, alguns professores seguem produzindo conteúdo para seus alunos, como conta Luisa Seixas, estudante de Ciência Política da Unirio. “Os grupos de pesquisa não pararam. Mantemos reuniões online, leituras e pesquisas direcionadas. Agora com enfoque na crise provocada pela pandemia”. Ela também conta que os professores e a coordenação mantém debates sobre a situação atual através de lives, entrevistas para a mídia e escrevendo artigos. “Eles encaminham para a gente e nos fazem perguntas chaves para a nossa reflexão.”

Ao contrário das universidades públicas, as particulares do Rio como PUC, Facha e ESPM adotaram o sistema de aulas online. Para o professor Danilo Torini, da ESPM, essa foi a melhor decisão. “A sensação de estarmos trabalhando, produzindo e colaborando para a formação dos estudantes tem sido um ponto positivo em meio a tantas incertezas no país” diz ele.

Entretanto, existem os pontos positivos e os negativos da realização de aulas virtuais. As atividades online precisam ser planejadas de forma a garantir a participação e interação dos estudantes. Os professores precisam planejar quais recursos utilizar a cada momento para que isso aconteça. Mesmo assim, estudar em casa é uma dificuldade para os alunos que estão acostumados com as aulas presenciais. 

Os alunos das faculdades particulares relatam que sentiram uma grande diferença das aulas presenciais para as virtuais. Segundo a estudante Robertha Cardoso, da PUC- Rio, estar em casa faz com que ela se distraia com outras coisas e acabe postergando o que tem para fazer. “Parece que a carga aumentou, o que torna as tarefas mais cansativas e meio desestimulantes” acrescenta ela. Para o aluno Pedro Japiassú, da ESPM, o maior ponto negativo é a falta de atenção. “Por estarmos em nossas residências, com as nossas camas e tudo mais, fica bem mais difícil manter uma disciplina”, diz ele. Além disso, Pedro acredita que seu rendimento caiu muito, visto que não consegue manter sua grade de estudos dentro de casa. 

Para sabermos melhor a opinião dos estudantes sobre a adoção ou não do EAD, conversamos com eles. Confira no vídeo abaixo:

Reportagem: Carolina Mie e Felipe Rinaldi

Supervisão: Maria Luísa Martins, Mariana Colpas, Matheus Pardellas e Patrick Garrido

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