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O show tem que continuar: a volta dos espetáculos à Broadway

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A cidade de Nova Iorque é uma das mais visitadas do mundo, tendo ficado em 11º lugar em número de visitas no ano de 2019, de acordo com um ranking publicado pelo Euromonitor International. Uma das principais atrações turísticas do lugar são os musicais da Broadway. Segundo dados da Broadway League, entre setembro de 2018 e maio de 2019 os espetáculos arrecadaram U$1,8 bilhão de dólares, o que enfatiza a importância da indústria para a economia novaiorquina. 

Essas peças teatrais não são apreciadas apenas pelos estadunidenses. A estudante brasileira de turismo Eliza Pildervasser, de 19 anos, se apaixonou pelas peças da Broadway quando começou a estudar Jazz Musical, e passou a admirar os espetáculos pela mistura das histórias com a música e a dança. Ela ainda destaca que as apresentações exercem influência nos teatros de todo o mundo. “A Broadway carrega um peso muito forte, não só pela história que ela tem, mas também pelo lugar onde ela está, que é Nova Iorque, a cidade global .”, afirma.

Rizzia Froes é advogada, moradora de Nova Iorque desde 2005 e começou a frequentar os musicais assim que se mudou para a cidade. Ela conta que visitava os teatros de maneira recorrente antes da pandemia do novo coronavírus e os admira pela excelência das atrações. “A qualidade, a orquestra, as histórias elas te puxam para dentro da cena e te fazem parte do espetáculo. Acho que isso é o que mais me fascina.”, diz.

O significado da palavra “Broadway” vem de “rua larga” e não à toa ela é considerada a maior avenida de Manhattan, com pouco mais de vinte e quatro quilômetros que percorrem o sul da ilha até o bairro do Harlem. Nela, ficam concentradas quarenta e um teatros, e todos fazem parte de uma imersão cultural, não só pelas atrações, mas também por tudo que representam para Nova Iorque. “Por meio de seus espetáculos, pessoas do mundo todo se reúnem em uma só história e se planejam para assisti-los. Economicamente, é uma das maiores fontes de renda do entretenimento para a cidade”, conta Rizzia. 

Porém, devido à pandemia, assim como no resto do mundo, os teatros precisaram fechar suas portas, e a Broadway interrompeu seus musicais. O impacto econômico com a pausa dos espetáculos foi muito grande para a Big Apple. Segundo o Departamento de Estatísticas de Trabalho da Cidade de Nova Iorque, das 87 mil pessoas que estavam empregadas nos setores de arte e entretenimento antes da pandemia, apenas 34 mil permanecem contratadas. A crise financeira preocupa o Congresso Americano que decretou um auxílio que consistia em um investimento de U$15 bilhões de dólares no setor de artes e entretenimento. Essa quantia equivale, aproximadamente, ao valor da perda econômica total desde que os teatros da Broadway foram fechados em março. 

O retorno da Broadway está previsto para o dia 14 de setembro, de acordo com o Governador do Estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo. Em uma publicação no Twitter, ele explica que as peças poderão funcionar com a lotação completa e ressalta que os espetáculos representam grande parte da identidade e economia do Estado americano. A expectativa dos fãs para essa volta é grande. Tiago Menezes, amante de musicais, se diz otimista. “Eu sei que quando tudo voltar de fato ao normal, acho que vai ser um momento glorioso.”, destaca.

 

Reportagem: Luana Maia e Vivian Valente.

Supervisão: Ana Beatriz Miranda, Letícia de Lucas e Yan Lacerda.

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