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O que esperar da Liga das Nações de Voleibol de 2022

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A Liga das Nações de Vôlei é uma competição internacional disputada pelas seleções femininas e masculinas filiadas à Federação Internacional de Voleibol, a FIVB, órgão governamental do esporte. O evento foi criado para substituir a Liga Mundial Masculina, iniciada em 1990, e o Grand Prix Feminino, gerado em 1993, com o intuito de unir os dois gêneros em um único torneio. É um campeonato anual realizado desde 2018, por isso, esse ano será desempenhado a quarta edição dos jogos, pois em 2020 não ocorreu a disputa por consequência do início da pandemia do COVID-19.

O evento iniciará no dia 31/05 em Los Angeles, com as equipes femininas em quadra, e o  primeiro confronto será entre Tailândia e Bulgária. A seleção brasileira será a terceira a participar da primeira rodada da competição e começará a jornada em busca do título contra a Alemanha na própria estreia da Liga das Nações, às 19:00. Enquanto os times masculinos começarão as partidas no dia 07/06 com a disputa entre Bulgária e Turquia; o Brasil, que busca o bicampeonato, começa na competição no dia 08/06 às 21:00 contra a Austrália.

Esse ano, a FIVB decidiu modificar o formato da competição. A partir de 2022, os 16 participantes de cada gênero serão divididos em dois grupos e os oitos melhores avançam para a fase conhecida como “mata-mata”. Além disso, ele permitirá que as equipes joguem aos finais de semana, o que ajudará na redução de viagens e no aumento dos torcedores nos jogos. Vitória Feitoza, torcedora e amante do esporte, explica que a formatação antiga do campeonato foi muito criticada pelos torcedores e equipes, e com essa novidade tende a melhorar o cenário do voleibol: “Acredito que essa mudança de não ficar se deslocando para outros países e tendo uma quantidade maior de jogos em um local vai ser melhor. Esse formato ajudará os atletas também, pois terão menos cansaço, talvez possam ter menos lesões pela questão do fuso horário, do descanso corporal e de treinos.”

A partir dessa formatação, a competição não terá uma sede fixa, e será disputada em vários países, entre eles, Estados Unidos, Brasil, Filipinas, Canadá, Bulgária e Turquia, que será responsável pela apresentação das finais feminina e masculina. Os jogos da seleção masculina, em território nacional, ocorrerão entre os dias 09/06 e 12/06, já os do feminino do dia 16/06 ao dia 19/06. As partidas serão em Brasília e os preços dos ingressos variam de 25 a 70 reais e as transmissões ao vivo acontecerão pelo canal SporTV. 

Em todas as edições do campeonato, o Brasil foi destaque por ser uma das equipes consideradas favoritas e por ter mais lugares no pódio. Sérgio Gabaglia, sócio da Liga Escolar de Vôlei do Rio de Janeiro e treinador, acredita que o país é um dos mais cotados a ganhar esse título por toda a tradição: “Eu acredito que ele é um dos favoritos, sempre foi. No esporte coletivo principalmente a tradição conta muito, a confiança, o costume de estar ali entre os melhores, a qualidade da comissão técnica, o nível de treinamento, isso faz com que ele sempre esteja entre as preferências  em qualquer competição de voleibol”.

Em questão de pódios, a seleção feminina, que está em busca da medalha de ouro, já conquistou duas vezes a posição do segundo lugar, perdendo para os Estados Unidos por 3×2 e 3×1, respectivamente. Já a masculina é a atual campeã da Liga das Nações, mas nos anos anteriores quem conquistou esse lugar foi a Rússia. Porém, devido aos conflitos armados na Ucrânia, a Federação Internacional de Voleibol declarou que as seleções russa e bielorrussa não estavam elegíveis para competir nesta edição. 

Por ter uma trajetória de muitas vitórias, sucesso e crescimento para o esporte, o Brasil começou a ser um país de referência para o voleibol. Sérgio Gabaglia afirma que esse respeito é desde os anos 80 pois ele transformou o esporte.  “O Brasil revolucionou o vôlei taticamente, inventou o saque em suspensão, padronizou o ataque do fundo. Ele é, sem dúvida, a maior referência do voleibol mundial há bastante tempo. As nossas comissões técnicas são as melhores do mundo” afirma. 

Com toda experiência no esporte, as expectativas para a Liga das Nações são altas e muitos brasileiros estão ansiosos para os confrontos. Vitória Feitoza afirma que não perderá nenhum jogo e que está muito esperançosa para o evento: “Eu sempre gostei muito de vôlei, desde pequena, então acompanhei as datas da liga para não perder nenhum jogo. O aguardo está bem alto para esse começo de temporada das seleções, vou assistir com certeza todas as partidas possíveis, porque é algo que eu amo assistir”. 

Reportagem: Heitor Leite e Luciana Campos

Supervisão: Brenda Barros

Imagens: FIVB

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