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O impacto da pandemia nos pequenos clubes cariocas.

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Com a chegada da pandemia do novo coronavírus, o futebol também teve que se adaptar ao “novo normal”. O esporte mais aclamado pelo povo brasileiro tenta sobreviver em meio às sequelas de uma crise que vem se estendendo por mais um ano. Um dos primeiros estados do Brasil a retornar a prática dessa atividade foi o Rio de Janeiro, onde diversas competições são realizadas com responsabilidade e segurança.

Uma das principais características do Campeonato Carioca é a força e expressividade dos seus principais clubes. Na competição, times que não sejam o Flamengo, Fluminense, Botafogo ou Vasco, são considerados de menor relevância, tanto na parte esportiva, quanto na gestão política e econômica. Com a pandemia, esse desfavorecimento ficou ainda mais claro.

Essa é a perspectiva do Volta Redonda Futebol Clube, equipe que disputa o Campeonato. O técnico Neto Colucci contou como o clube e os jogadores se adaptaram a essa nova realidade para participar de competições. “Alterou bastante no início. Agora como já temos um certo domínio já estamos mais tranquilos, porém ainda continuamos separados em grupos para alimentação, rotina na sede e no campo.”

O treinador também revelou que os treinamentos foram modificados. Ele informa que, no momento, são realizadas atividades em pequenos grupos e, quando necessário, todos os atletas são testados para controle da contaminação da doença para um treino coletivo. Neto relatou que o clube age com cautela para auxiliar o preparo físico e a saúde dos jogadores.

Assim como a maioria das equipes cariocas, o Araruama Futebol Clube, time recém fundado no interior do estado, também sofreu para se adaptar ao “novo normal”. De acordo com Thiago Jardim, técnico do elenco principal, a adequação foi conturbada tanto para os jogadores quanto para a instituição, pois alguns atletas testaram positivo para o vírus. Eles passam por recuperação, mas casos como esse dificultam que o clube mantenha o ritmo necessário durante esse período. 

A presença de público nos estádios durante a pandemia ainda é um assunto tratado de forma polêmica. A participação dos torcedores durante os jogos é essencial para as equipes, pois, além de contribuírem economicamente, incentivam o time nos momentos de necessidade. Alfredo Sampaio, treinador do Madureira Esporte Clube, relatou como a ausência de sua torcida impacta os jogos do clube. “ Jogar sem torcida é uma das piores coisas que tem no futebol, não tem o canto, não tem a pressão, não tem os gritos, não tem “frisson”, aquela adrenalina e isso tudo o atleta sente falta.”

Com a vacinação caminhando de forma lenta e com os casos em alta, as perspectivas de uma temporada normal, com o público presente, ficam cada vez mais distantes. Mesmo assim, entre os técnicos fica a expectativa para o retorno. “Estamos aguardando no momento, o arbitral da Ferj para planejarmos nossa programação. Inicialmente, está marcado para setembro o início do Campeonato.” conta o técnico do time araruamense. 

Reportagem: Lucas Guimarães, Pedro Ribeiro e Leonardo Marchetti.

Supervisão: Juliana Ribeiro, Leticia de Lucas e Gabriela Leonardi.

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