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Crítica: Adão Negro (2022)

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“Adão Negro” é um dos filmes do gênero de super-herói mais aguardado pelo público, não só pela estreia de Dwayne “The Rock” Johnson neste universo, mas também por ser apenas o segundo longa live action da DC no ano de 2022. Essa obra faz parte daqueles projetos que a Warner Bros está desenvolvendo há anos, assim como “The Batman” lançado em março e “The Flash” que só vai estrear em 2023. Mas será que a espera valeu a pena? 

Teth-Adam é um escravo em Kahndaq há mais de 3600 anos antes dos dias atuais, mas tudo muda quando ele ganha poderes e confronta a ordem vigente daquela época. Em consequência dos seus atos, os deuses que abençoaram Adam o aprisionam.  Em  2022, um grupo de escavadores está em busca de um artefato que pode ajudar a libertar os cidadãos de uma milícia, porém eles acabam invocando a tumba desse antigo campeão.

Não tem muito o que esperar na parte de roteiro em “Adão Negro”, é um filme simplório e básico dentro de sua trama, mas o foco dele não está em construir um grande arco narrativo ou algo do tipo. Mesmo nessas condições, a obra se limita no esvaziamento que possui alguns personagens, em que o principal exemplo é o vilão genérico Sabbac e o jovem Amon Tomaz.

As atuações do longa estão desequilibradas, enquanto alguns atores conseguem entregar o mínimo como The Rock (Adão Negro) e Noah Centineo (Esmaga Átomo) com muito carisma, enquanto Bodhi Sabongui (Amon Tomaz), mesmo tendo 14 anos, entrega pouco e mal quando exigido. Isso foi uma falha enorme da produção do filme: o jovem acaba carregando tramas importantes e que sustentam a história, porém ele corresponde muito abaixo. O destaque vem do veterano Pierce Brosnan como Senhor Destino, que entrega uma atuação sublime e dá um grau de seriedade para a Sociedade da Justiça da América. 

Por enquanto, parece que a obra é ruim, mas muito pelo contrário, as qualidades estão nas partes técnicas, como as cenas ação, figurino, ambientação e principalmente o CGI. Com as produções em constante de longas da Marvel, a qualidade técnica acabou caindo por causa da quantidade, mas “Adão Negro” consegue dá um show nesse quesito e traz muita diversão ao espectador.

O filme é mais do mesmo dessa cultura do gênero de super-herói, mas ele consegue entreter bastante e ainda passa uma mensagem excelente no resumo da obra. Mesmo que a narrativa não foque neste tema, abordar o imperialismo estadunidense em países periféricos e mostrar a figura do Adão Negro como uma figura libertadora e revolucionária para a povo de Kahndaq é super interessante. 

Por: Lucas Moll

Supervisão: Clara Glitz

Foto de capa: Divulgação / Warner

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