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Cristo Redentor: 90 anos de fé e esperança

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O Cristo Redentor completa hoje 90 anos. Sendo não apenas o maior símbolo do Brasil, é uma das sete maravilhas do mundo, que atrai pessoas de todos os lugares para conhecê-lo. Ao mesmo tempo, a vista do monumento ainda encanta os cariocas que vivem há anos na cidade, aos passageiros a caminho do aeroporto Santos Dumont, ou aos que estão apenas de passagem pelo Rio.

A história do monumento remete ao século XVI, quando os portugueses batizaram a montanha como Pináculo da Tentação, que faz referência ao Pináculo do Templo citado na Bíblia. Em 1859, o missionário lazarista, Pedro Maria Boss, defendeu, pela primeira vez, a ideia de construir uma estátua de Cristo naquele local; mas o projeto só foi adiante 62 anos depois, em 1921, na véspera das comemorações de 100 anos da independência do Brasil. 

Naquele período, após muitas discussões sobre o formato da estátua, o grupo Círculo Católico, sob a liderança do coronel Pedro Carolino Pinto, iniciou a campanha pela construção do monumento em um período onde o país vivia os efeitos causados pela Gripe Espanhola. “O povo se mobilizou pela construção após viver uma situação tão difícil como a qual vivemos hoje.”, lembra o Padre Jorjão, cônego e vigário paroquial na Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.  Após embates por quem iria realizar a obra, foram necessários 5 anos para sua construção e em 12 de outubro de 1931, o Cristo Redentor foi inaugurado.

Com recordes de público, o Cristo é um dos locais mais atrativos do mundo. Em 2013, ele bateu o recorde mundial de de visitação em um dia, com 20 mil pessoas durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Antes da pandemia, milhares de visitantes iam até o monumento, mas durante esse período o fluxo caiu em 35%. Agora, a visitação voltou a ser permitida para pessoas vacinadas, a partir do popularmente chamado “passaporte da vacina”. Segundo o padre Jorjão, a estátua é um símbolo da esperança por dias melhores. “O Cristo, nesse momento do país, se revela um sinal de fé e esperança.”, comenta.

O aniversário da construção está sendo pauta de diversas matérias e documentários, como foi o caso da jornalista Luciana Savaget. A também escritora de livros infantis é a diretora de um curta-metragem que será exibido na televisão italiana chamado “Il Cristo che trascende la fede” (“O Cristo que transcende a fé”), e por isso teve a oportunidade de subir nos braços do Cristo Redentor.

 

Foto: Arquivo pessoal/Reprodução

Para ela, uma das partes mais emocionantes foi ver o coração do Cristo, que tem cimentado nele o nome de todos os membros da família do auxiliar da construção, Heitor Levi. Ele, um judeu que se converteu para o Catolicismo por causa da elaboração da estátua, considerou toda a obra um milagre, e por isso registrou seus familiares no monumento, o que ainda pode ser visto hoje em dia. “Foi uma emoção muito grande, chorei muito, rezei um Pai Nosso e uma Ave Maria, porque era uma oportunidade única de estar ali”, contou Savaget. 

Outro ponto que a jornalista destaca é o momento em que esteve próxima à cabeça do Cristo Redentor, que pode ser avistada a partir do braço esquerdo da escultura. Para Luciana, que se considera apaixonada pela cidade do Rio de Janeiro, foi uma experiência ‘única’. “Eu fiquei tão impactada que comecei a gritar, enlouquecida, como se fosse uma catarse, cumprimentando aquela paisagem. É indescritível para uma carioca e para uma cristã, que eu sou, ver aquela imagem fantástica bem ali na minha frente”, revelou.  

 

Reportagem: Brenda Barros | Letícia de Lucas | Pedro Ribeiro 

Supervisão: Gabriela Leonardi

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