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Entre décadas e hits, Shakira prova em Copacabana seu apelo entre gerações

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De adolescentes a avós, a apresentação de Shakira na Praia de Copacabana, neste sábado (2), deve reunir um público diverso que atravessa décadas de fãs. Com uma carreira que começou nos anos 1990 e segue relevante até hoje, a artista se tornou um raro ponto de encontro entre gerações — um fenômeno que ajuda a explicar a expectativa de cerca de 2 milhões de pessoas no evento.

 “A Shakira atravessa todas as gerações. Minha mãe gosta, minha avó gosta. Ela está no Brasil desde 97, já é atemporal”, conta Pedro Lago, 28 anos, que veio de São Paulo para acompanhar o show.

A trajetória da cantora ajuda a sustentar esse alcance. Ela iniciou a carreira aos 13 anos, ganhou projeção internacional com o álbum Pies Descalzos e se consolidou globalmente com hits como Hips Don’t Lie. Desde então, manteve presença constante no cenário pop, dialogando com diferentes públicos ao longo do tempo.

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Um estudo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, em parceria com a Riotur, estima que o público será formado por 278 mil turistas nacionais, 32 mil estrangeiros e cerca de 1,7 milhão de moradores da região metropolitana. O show integra o projeto “Todo Mundo no Rio”, série de apresentações internacionais gratuitas promovida pela Prefeitura. 

A relação da artista com o Brasil também reforça a mobilização. Esta será a quinta passagem da cantora pelo Rio, após turnês anteriores e participações marcantes, como o encerramento da Copa do Mundo de 2014.Para muitos fãs, a ligação vai além da música. Pyero Martins, 35 anos, acompanha a carreira desde 2007 e não cogitou ficar de fora: “A música dela mexe comigo, com a minha alma. Eu não poderia não estar aqui dessa vez.”

Essa conexão afetiva faz com que distância e custos se tornem secundários. A gaúcha Carla Ebert, de 47 anos, decidiu viajar de última hora: “Vim do jeito que deu, com meu marido e minha prima. Escuto desde os 14 anos, ela tem praticamente a minha idade.”

A expectativa também leva alguns ao limite físico. Renan Júnior Andrade, 30 anos, saiu de Dourados (MS) e acampa em frente ao Copacabana Palace em busca de um lugar privilegiado. “Desde criança ela já era famosa. Minha tia escutava, estava nas novelas. A gente cresceu com isso”, lembra. 

Renan Júnior Andrade acampando na frente do Copacabana Palace foto: Kaylane Pedroso

Mais do que um espetáculo, o show se desenha como um encontro de memórias compartilhadas, um tipo de experiência coletiva que poucos artistas conseguem provocar com tanta força e longevidade.

A apresentação principal está prevista para às 21h45, dentro de uma programação que começa às 17h45 e se estende pela madrugada, com participações de DJs e outros artistas brasileiros.

Reportagem: Kaylane Pedroso e Letícia Capela

Supervisão: Pollyanna Bretâs

Foto de capa: Kaylane Pedroso