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Crítica – Duna (2021)

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Lançado hoje (21/10), o filme “Duna” é a segunda adaptação cinematográfica do livro homônimo escrito em 1965. A trama é sobre um conflito entre duas poderosas famílias de um império intergaláctico por um planeta, onde se produz uma especiaria que permite a existência de viagens interestelares, no ano de 10.191.

No longa, Paul Atreides (Timothée Chalamet) é o único filho e herdeiro do Duque Leto Atreides (Oscar Isaac), que foi incumbido de governar o planeta Arrakis e Jessica Atreides (Rebecca Ferguson), concubina do Duque e Bene Gesserit. No entanto, é claro desde o início que a ida da Casa Atreides é uma armadilha organizada por seus rivais, a Casa Harkonnen, e o imperador para minar sua força militar e política. Neste contexto, Paul luta para evitar o inevitável destino de sua família e para descobrir se ele é o objeto da profecia que diz que um homem mudará o arranjo político de todo o império.

Imagem: Divulgação / Warner

A narrativa é feita de forma lenta, se atentando a detalhes sobre as diferentes culturas presentes na história e para criar uma conexão entre a audiência e os personagens. Mesmo devagar, o ritmo do longa é muito bom e seus 155 minutos de duração passam em um piscar de olhos, apoiados pelas boas atuações de quase todos os atores principais e uma excelente condução da trama.

Denis Villenueve, que dirigiu filmes como “Blade Runner 2049” e “A Chegada”, consegue levar o espectador para esse mundo novo e apresentá-lo com maestria, através da excelente caracterização dos personagens, designs e exposição de informações. A decisão de contar a história de forma não-linear, através de flashes do futuro, serve um papel fundamental para prender o público para as sequências que estão por vir, pois o longa adapta dois terços do primeiro volume da saga de seis livros de Frank Herbert. A fotografia, no entanto, deixou a desejar e não fez mais que o mínimo, mesmo possuindo um cenário interessante para se trabalhar, faltou a ousadia para ir além. Por outro lado, a trilha sonora foi impecável, trazendo uma unicidade para o mundo e elevando a tensão em cenas de ação e suspense com os sons característicos das composições de Hans Zimmer.

Imagem: Divulgação / Warner

Outro ponto que se deixa a desejar é a performance de alguns atores, que acabam por prejudicar cenas essenciais para o desenvolvimento de personagens. O atual queridinho de Hollywood, Timothée Chalamet, falha em representar todas as nuances de seu personagem, se tornando alguém sem carisma que não consegue expressar seus sentimentos por aqueles em sua volta, algo extremamente importante para Paul, devido ao seu pouco alcance emocional como ator. Entretanto, Oscar Isaac, Rebecca Ferguson e Jason Momoa entregam performances sólidas elevando o nível de seus personagens.

De modo geral, “Duna” consegue cumprir seu papel de apresentar esse clássico da ficção científica para o novo público. Com uma adaptação bem fiel, tanto visualmente quanto narrativamente, o filme fez leves alterações no roteiro para torná-lo cinematograficamente mais interessante. A ótima computação gráfica ajuda a traduzir a grandiosidade dos eventos e o poder de cada nave ou criatura. Para os amantes do gênero esse filme é obrigatório e para os menos familiarizados, serve como uma boa introdução para os universos ficcionais espaciais.

 

Por: Guilherme Rezende

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