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Cine Resenha – Correspondentes Especiais

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Sem spoiler:

O filme de comédia “Correspondentes Especiais” dirigido por Ricky Gervais e lançado em 2016, conta a história do radiojornalista Frank Bonneville (Eric Bana) e do técnico de som Albert Finch (Ricky Gervais). Para aumentar os índices de audiência de seu programa, decidem criar uma mentira, pois perderam o passaporte a caminho de um país da América Latina, no qual estava em guerra e eles foram selecionados para fazer a cobertura jornalística.

Os dois personagens são completamente o oposto um do outro, Finch é casado e envergonhado, enquanto Bonneville é solteiro e confiante (até demais). Isso causa uma série de discussões entre ambos no decorrer da comédia, principalmente sobre a mentira que criaram juntos, fazendo com que os dois entrassem em diversas situações complicadas.

A idéia inicial do longa é promissora, mas parece que eles não conseguiram desenvolvê-la,  transformando em algo com o intuito de ser engraçado, porém com cenas descartáveis. Mesmo tratando de temas mais superficiais, o filme ainda consegue abordar diversos assuntos, com foco principal na mentira, não só dos protagonistas, mas também de alguns coadjuvantes. Além de falar também sobre o sucesso que sobe a cabeça de certos personagens. Para os amantes de comédia, o longa é uma ótima opção. Já para os que desejam seguir carreira jornalística, ele mostra exatamente o que não fazer, que é a propagação de fake news, porque fere uma das principais regras do jornalismo, o compromisso com a verdade. 

Apesar de se tratar de uma comédia, também são feitos sérios questionamentos, principalmente para quem é do meio jornalístico. Uma das principais questões abordadas durante o filme é a ética jornalística, no caso do longa, a invenção de notícias falsas. Tais informações repercutiram pelo mundo todo, inclusive por veículos grandes e internacionais chegando até ao governo dos Estados Unidos e fez com que a população se preocupasse com a dupla.

 

Com spoiler:

O filme “ Correspondentes especiais”, de 2016 e dirigido por Ricky Gervais, trata a história do radiojornalista Frank Bonneville (Eric Bana), e  de seu técnico de som Albert Finch (Ricky Gervais), que trabalham para a rádio Q365 News, em Nova Iorque. Eles são totalmente opostos, Frank é um solteiro cheio de autoestima, já Finch, é um homem casado e modesto.

Durante um evento da rádio, Albert foi chamado para fazer uma cobertura inesperada,  deixando sua mulher, Eleanor Finch (Vera Farmiga), sozinha na festa, onde conheceu Frank. O radiojornalista não sabia que Eleanor era mulher de seu companheiro de trabalho, e por achá-la atraente, começou a flertar por meio de uma conversa. No fim do evento, os dois acabaram se relacionando. Quando Finch chegou em casa, sua mulher pediu a separação.

No dia seguinte, Bonneville e Albert receberam a missão de ir para o Equador cobrir uma guerra. Assim que a dupla chega ao aeroporto para embarcar, eles percebem que perderam os passaportes e entram em desespero. Sem ter como embarcar, concordam em não falar a verdade para o chefe sobre o ocorrido, e se vêem sem saída. Tentando pensar em alguma solução, eles vão para um bar em frente à rádio, onde são acolhidos pelos donos, amigos de Finch.

Lá, o técnico de som tem a idéia de registrar a guerra sem precisar estar no Equador, e  apenas através de seus equipamentos, sem ter que sair de Nova Iorque. Frank acolheu a ideia, e os dois se esconderam no estabelecimento, de onde faziam contato com a rádio e fingiam transmissões direto do combate. Frank inventava relatos de tensão enquanto Finch reproduzia sons de fundo com cenário de guerra. O plano estava dando certo, mas os dois achavam que precisavam dar alguma informação inédita, logo, inventam o nome de um possível terrorista que estaria por trás do conflito. Essas informações dadas através das transmissões eram constantes ações que iam contra a ética jornalística e o compromisso com a verdade. A notícia de primeira mão viralizou nos Estados Unidos e alavancou a audiência da rádio Q365.

A mentira criada por Frank e Albert, fez com que o governo americano sentisse a necessidade de garantir a segurança de ambos em meio a guerra, e assim, os chamaram para comparecer na embaixada estadunidense em Quito. Ainda sem entender a proporção que suas transmissões vinham tendo no país, eles continuam com o plano e forjam um sumiço, seguido de uma simulação de sequestro por um grupo guerrilheiro equatoriano. 

O longa dirigido por Ricky Gervais mostra a facilidade que uma fake news tem de se propagar e de afetar a vida das pessoas, como a de Eleanor, que passa a ganhar muito dinheiro e fama pelo fato de as pessoas se sensibilizarem com ela, já que seu marido estava sequestrado.

Ao se darem conta da repercussão que suas mentiras vinham alcançando nos Estados Unidos, os dois se vêem fartos de toda aquela situação e decidem tentar resolvê-la. A única forma de fazer isso, era de fato indo para o Equador para chegar na embaixada americana, fingindo estarem lá todo esse tempo. E é o que fazem. Ao chegar no país, tentando ir para Quito, a dupla aceitou uma carona e acabou caindo em uma enrascada. Agora, um grupo de equatorianos realmente havia os sequestrado.

Mantidos em uma cela, eles tentam negociar, mas as coisas não ocorrem como esperado. Após alguns dias presos, Finch descobre o caso de Frank com sua esposa, mas não se importa tanto com o ocorrido, já que percebeu que sua mulher estava se aproveitando de seu sequestro para conseguir fama. Em seguida, os radialistas conseguem escapar e finalmente chegar na embaixada dos Estados Unidos.

A comédia se encerra com Frank e Finch voltando a solo americano considerados heróis, pois afinal, a população não sabia de tudo o que realmente tinha acontecido. Nesse contexto, o filme aborda um caso de sucesso de jornalistas em relação a fake news, entretanto também mostra o risco de tentar sustentar uma mentira e ferir a ética jornalística, o que pode acarretar graves consequências.

 

Por: Eloah Almeida, Gabriel Lorenzo, Paola Burlamaqui e Pedro Cardoso

Supervisão: Maria Luísa Martins e Patrick Garrido

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