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Nascidos em 2000: Chegam à maioridade a chamada Geração Z.

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A geração de jovens que nasceu no século XXI começa a chegar à maioridade desde o ano de 2018 inseridos num contexto completamente diferente das gerações anteriores. Globalização, Internet, Smartphones, Smart TVs e redes sociais são palavras que fazem parte do cotidiano, e não diferenciam a vida online da offline. 

Segundo a psicóloga Fernanda Carvalho de Alvarenga Peixoto, especializada na área da Terapia Cognitiva Comportamental, por terem sido criadas imersas no mundo digital, são uma geração que se caracteriza por ser mais questionadora, mais atenta e mais observadora, o que já os difere de outras gerações. “Como benefício, vemos a enorme capacidade de lidar com a velocidade do mundo atual: aplicativos, empreendedorismo, relações sociais via rede social.” analisou. “Por outro lado, percebo jovens com muita dificuldade de lidarem com suas falhas, medo e exposição, uma vez que estão a maioria do tempo amparados por um mundo ideal das redes”, completou.

Classificar gerações com letras do alfabeto não é uma novidade. Tudo começou quando o fotógrafo húngaro Robert Capa inventou o termo “Geração X” como título de seu ensaio fotográfico sobre homens e mulheres jovens que cresceram imediatamente após a Segunda Guerra Mundial.

Mais tarde, o termo foi utilizado pela britânica Jane Deverson num estudo realizado para classificar a geração de adolescentes da época, que eram considerados muito rebeldes. Características que chamavam a atenção eram a pouca fé em Deus, prática de sexo antes do casamento, entre outras. Hoje não se sabe ao certo se o “X” se refere à expressão em inglês “X rated”, que significa ações ou produtos pornográficos, ou se a referência é ao “X” utilizado em matemática, como uma incógnita a ser descoberta. A utilização da letra “Z” para definir a geração dos nascidos em 2000 vem de uma sequência natural da ordem alfabética, já que depois da geração X, veio a Y ou Millennials, como também são conhecidos.

Para a estudante Letícia de Souza, de 18 anos, as diferenças entre a sua geração e a geração de seus pais é grande “Eles têm a cabeça mais fechada, são mais machistas e mais preconceituosos quanto a homossexualidade, acho que isso é uma característica não só deles, mas da maioria das pessoas dessa idade.”. 

A chegada dessa nova geração ao mercado de trabalho já causa impacto, exigindo que as empresas se adaptem, mas também gerando dificuldades nas primeiras experiências dos jovens. Aline Curty é psicóloga especialista em gestão de pessoas e profissional de RH há mais de dez anos, e revela que as empresas ainda estão se adaptando às peculiaridades dos jovens. “Por ser uma geração muito dinâmica, possuem uma dificuldade em se concentrar e se aprofundar nos assuntos referentes às empresas. Não tem muita paciência. O uso excessivo do celular também é uma reclamação constante no ambiente corporativo.”

Izabella Damasceno é psicóloga e analista de recrutamento e seleção do CIEE Rio há 7 anos, ela vê a falta de conhecimento próprio como uma das maiores barreiras na hora do processo seletivo.”Os jovens hoje tem muita disposição em se candidatar para uma vaga, mas chegam despreparados, amedrontados e desesperados para o processo. Nada mais é do que se vender, vender seu peixe, e esse jovem ao chegar tem dificuldades em demonstrar que é aquilo que a empresa espera.”

Reportagem: Ana Julia Oliveira, Carolina Oliveira, João Victor Thomaz, Juliana Anjos, Renan Adnet e Yan Lacerda

Edição: Renan Adnet

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