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Inovação, inspiração e independência

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A segunda edição do Festival Jornalismo 3i trouxe aprofundamento para os assuntos de inovação, inspiração e independência. Além dos workshops que aconteceram na sexta-feira, o fim de semana foi repleto de palestras com diferentes enfoques sobre a profissão.

Um dos assuntos mais falados foram as fake news, que nos últimos anos ganharam espaço entre os termos mais falados no jornalismo. Gilberto Scofield, da Agência Lupa, desabafou sobre a influência da sociedade nesse assunto : “Perdemos o pensamento crítico, perdemos a capacidade de olhar o conteúdo e duvidar dele”. O repórter do Estadão, João Gabriel, explicou também que a melhor forma de combater esse tipo de conteúdo é transparência na produção.

Outro ponto comentado em grande parte das palestras foi em relação às funcionalidades do jornalismo de dados. A professora de mestrado de jornalismo de dados da Columbia University, Giannina Segnini, contou sobre o seu envolvimento com denúncias contra o presidente norte americano, Donald Trump, e sua participação na investigação “Wikileaks”. “Usando dados, você chega a outro nível, é um complemento”, explica.

O uso de dados na apuração amplia as pautas e ajuda a responder perguntas relacionada ao país, é o que pensa Marcel Gomes, do Repórter Brasil. “Levantar dados e organizar essas informações é muito importante para o jornalismo contemporâneo”, contou. Ele ainda explicou sobre a Lei de Acesso à Informação que, segundo ele, facilita na divulgação de dados públicos, os tornando acessíveis para todos.

Além do auxílio para apuração e desenvolvimento de pautas, o jornalismo de dados e a análise de métricas conseguem contribuir para melhorar o engajamentos das publicações. Hoje, a jornalista Ana Freitas trabalha com a análise de dados voltada para o alcance de uma maior audiência, na unidade do Brasil da Accenture Interactive. Ela explicou que a chave para que os jornais exerçam um papel de sucesso é só uma: “É preciso encontrar a interseção entre interesse público e interesse do público”.

Ana comentou ainda sobre o posicionamento jornalístico diante de plataformas novas, ligando sua demora para criar uma identidade dentro delas à crises que atingem muitas redações tradicionais. Citando como exemplo o Tik Tok, ela opina: “O jornalismo se retira disso, perde a chance de ser pioneiro em um novo formato dentro de uma nova mídia”.

Na tarde de domingo, o Festival contou com mesas que discutiram temas ligados à representatividade. Dentre diversos discursos, foi o de Pedro Borges, jornalista na agência de jornalismo Alma Preta, que fechou o encontro de jornalistas, ressaltando a questão da voz que muitas vezes é negada à profissionais e entrevistados negros: “Não são só veículos de mídia negros que tem que contar a história de pessoas negras. Isso é dever de todos”, disse.

Durante os três dias o festival contou com um stand do Google News Initiative , que trazia projetos de diversas startups. Além disso, teve um palco conduzido pelo Facebook Journalism Project, que trouxe diferentes palestrantes e debates ao longo do final de semana.

Reportagem: Bárbara Beatriz Camello, Diana Campos, Pedro Cardoso e Yan Lacerda.

 

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