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A exposição “O Dia Seguinte”

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O gás do efeito estufa cresceu em média 1,6% ao ano no período entre 2008 e 2017, segundo Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, uma pesquisa realizada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) indica que média global de temperatura de 2015 até 2019 foi a mais alta registrada. Esses dados apontam a necessidade de conscientização por parte da população, e a exposição “O Dia Seguinte” foi criada para indicar esses impactos e provocar uma reflexão sobre o futuro.

Localizada na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, a exposição teve início no dia 10 de outubro e vai até 10 de novembro. Ela é dividida em seis módulos interligados, nos quais é possível ter experiências imersivas de como as mudanças climáticas afetam os centros urbanos e a vida das pessoas.

“A gente vinha pensando sobre como falar sobre as mudanças climáticas de um jeito menos técnico e mais sensorial, para as pessoas perceberem que esse assunto é muito urgente”, conta Felipe Lobo, co-criador do evento. Para ele, a exposição busca gerar transformações na vida dos visitantes para que eles mudem seus hábitos dentro de casa e também compartilhem o que aprenderam com outros: “Mais do que nunca, as mudanças do clima precisam ser pauta oficial tanto da vida das pessoas, quanto de novas políticas públicas”.

A mostra é gratuita e aberta para visitantes de todas as idades. Felipe vê as famílias como o público-alvo, e diz que é importante que os pais e avós tragam as crianças para a exposição. “Elas precisam, desde já, se conscientizar que precisamos mudar, para que o mundo que elas vão viver no futuro seja um pouco melhor, um pouco mais inclusivo, justo e sustentável.” conclui.

A arquiteta de 40 anos Sabrina Charpinel diz que a exposição é clara e de bom entendimento, facilitando a compreensão por parte do público infantil. Segundo ela, isso se deve às partes interativas e coloridas, que são convidativas. O motivo da sua ida à “O Dia Seguinte” era as preocupações que envolviam sua profissão: “estava acompanhando o conteúdo pela página da exposição e imaginei que pela minha área de atuação no mercado, seria legal visitar”. Ela ainda diz que a oportunidade de entender o planeta e as questões ambientais são importantes para a vida humana. “Nunca é demais mostrar dados e atualizar os números do nosso país no contexto mundial”, finaliza.
Ainda há tempo de perceber as mudanças que podem ser feitas. É assim que Juliana Valentim, estudante de 19 anos, interpreta a exposição. “Traz uma reflexão que muitas vezes ficam de lado no nosso dia a dia, faz você mudar seus conceitos e atitudes”, explica. Ela ainda explica o apelo da “O Dia Seguinte”: “entendo que o mundo está pedindo ajuda e que é preciso que a população tenha consciência disso a tempo de salvá-lo”’.

Reportagem: Diana Campos e Juliana Anjos

 

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