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O coronavírus chegou no continente africano no dia 14 de fevereiro, quando foi registrado o primeiro caso no Egito. Hoje, a África do Sul é o país subsaariano mais afetado pela Covid-19, com mais de 17 mil casos e 312 mortos. O presidente Cyril Ramaphosa anunciou em março uma medida para combater a propagação do vírus: um bloqueio nacional de três semanas com severas restrições a viagens e movimento, apoiado pela Força de Defesa Nacional da África do Sul. Com isso, as pessoas só poderiam sair de casa para comprar comida, procurar ajuda médica ou sob outras circunstâncias mais extremas.

No dia 1° de abril, o ministro da saúde, Dr. Zweli Mkhize, lançou lançou 60 novos laboratórios móveis para aumentar a capacidade de testes da Covid-19. O Portal entrevistou Vinícius Assis, que é correspondente internacional na África do Sul, para saber mais sobre a situação do país e seu trabalho. 

O jornalista que trabalha no continente africano há cerca de um ano e meio contou que o governo colocou tendas nos hospitais preparando para um grande atendimento. “O país tem um pouco mais de 3200 respiradores e 3300 leitos de UTI. Esses são dados das unidades públicas e privadas, mas segundo o Ministério da Saúde existe a necessidade de ampliar”. A importância de ampliação dos serviços médicos em geral, é devido ao fato de mais de 90% dos leitos de hospitais estarem ocupados. “Aqui na África do sul que é o país com maior número de infectados, a gente não vê essa notícia de hospitais superlotados, pacientes em filas nas portas de unidades públicas”.

Além das dificuldades encontradas devido o coronavírus, os correspondentes encontraram novos desafios para fazerem suas entradas nos jornais. Assim como a maioria dos repórteres, Vinícius está tendo o desafio de improvisar para gravar em casa. “Improvisei um cantinho aqui no meu quarto para poder fazer participação nos telejornais ai no Brasil. Isso hoje é um desafio para todo correspondente: pensar a própria casa como uma espécie de cenário”. 

Para Vinícius, de certa forma ficou mais fácil a cobertura de todo o continente, porque não é barato viajar pelo continente e em alguns lugares é necessário pagar para poder gravar. Ele acredita que como a questão das entrevistas feitas pela internet está sendo mais aceita no Brasil, com isso há uma facilitação no contato com pessoas que estão em outros países do continente. “Não é barato viajar na África, na República Democrática do Congo, pagamos 250 dólares para gravar lá durante uma semana. Fizemos um orçamento para Botswana, e o governo cobra 950 dólares, foi uma produção que acabou sendo descartada porque o custo ficou inviável”. 

Já em relação a cobertura do continente africano, Vinícius comenta sobre como é passar para o público que a África não é um único país. “O que realmente é mais complicado é quando se fala de cobrir o continente africano, para as pessoas entenderem que isso aqui não é um país só, mas sim um continente com 54 países”. 

Reportagem: Carolina Mie, Felipe Rinaldi, João Medina, Leo Garfinkel e Pedro Cardoso

Supervisão: Mariana Colpas e Patrick Garrido

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