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Crítica: Querido Evan Hansen

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Chegou hoje aos cinemas o filme “Querido Evan Hansen” que é uma adaptação do musical homônimo. A produção que tem Ben Platt, vencedor do Prêmio Tony pela sua atuação na versão teatral, no papel título traz as telas uma história que ecoa em muitos temas relevantes da sociedade como a prevenção ao suicídio, o poder das mídias sociais e a empatia. 

O longa conta a história de Evan Hansen, um estudante do terceiro ano do ensino médio que sofre de ansiedade e que se envolve em uma rede de mentiras e contradições quando seu colega, Connor Murphy, comete suicídio. Enquanto a família do jovem acolhe Evan como um filho acreditando que eles eram íntimos, o protagonista se aproxima de Zoe, a irmã de Connor que sempre foi sua grande paixão. Mas, certo dia, após uma carta ser publicada nas redes, tudo muda. 

A história contada no cinema possui diferenças em relação ao teatro. Novas canções e um final repaginado fazem com que os eventuais erros de roteiro e músicas na versão da Broadway sejam finalmente superados, a fim de enriquecer uma narrativa já bastante densa. Aqui, todos os personagens possuem questões emocionais e barreiras que vem a tona após o suicídio de Connor, detalhes esses que apenas as câmeras de cinema conseguem captar de maneira profunda, visto que, no palco, os atores não são vistos de forma igualitária por todos os espectadores. 

Outro ponto a se destacar da nova versão são as atuações. Embora, em alguns momentos, a caracterização cause estranheza, Ben Platt se sai bem no papel título. Confortável, ele constrói um personagem complexo, com muitas camadas e que divide nossos sentimentos ao longo da projeção. Kaitlyn Dever e Julianne Moore, que interpretam Zoe e Heidi, a mãe de Evan, emocionam na pele de duas mulheres que, cada uma de uma forma, viveram situações delicadas. Outro grande destaque é Nik Dodani como Jared, o único amigo do protagonista que traz um necessário alívio cômico após cenas densas.

O diretor Stephen Chbosky se utiliza do que é oferecido pelo script para narrar a história de maneira convencional. Com forte uso dos flashbacks, que são úteis à medida que ilustram a mente de Evan, o diretor consegue um resultado regular, com cenas que tocam mas também algumas que beiram o constrangimento, como a que Evan escreve os emails que ele e Connor trocariam, logo após do suicídio do rapaz ser anunciado. 

Por fim, o longa é necessário num momento que saímos de um longo período de isolamento social, onde as doenças psicossociais, como a depressão e a ansiedade, foram presentes na vida de muitas pessoas. Com uma história que dialoga com os dias de hoje, é uma experiência que merece ser compartilhada entre pais e filhos.  

Por: Pedro Ribeiro

Fotos: Divulgação/ Universal

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