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Dia Nacional do Podcast

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O podcast tem se tornado cada vez mais um parceiro nos ouvidos dos brasileiros, seja em transportes públicos, durante uma corrida na praia ou enquanto cozinha. Hoje (21) é comemorado o Dia Nacional do Podcast devido ao primeiro publicado em 2004 no país por Danilo Medeiros, na Digital Minds, que tratava de temas como tecnologia, música, ciência e cultura. Desde o começo para cá, a plataforma tem crescido exponencialmente de acordo com pesquisas, apesar de ainda não ser unanimidade em solo brasileiro.

O Ibope entrevistou 2000 entrevistados a partir de 16 anos das classes A, B e C, e um terço dos brasileiros não sabem o que é podcast. Quando comparado com números dos Estados Unidos, a situação é oposta, já que lá 70% dos americanos, a partir de 12 anos, tem familiaridade com arquivos digitais de áudio, de acordo com The Infinite Dial 2019. Porém, em um levantamento feito pelo Volt Data Lab, a produção dos podcasts no Brasil cresceu 200 vezes desde 2005, quando se analisa os 100 principais podcasts brasileiros, passando de 3.400 episódios publicados em 2018.

O crescimento do podcast no território brasileiro tem chamado atenção até mesmo do Governo. Neste ano, a Rádio Senado lançou o serviço de podcast do “Jornal do Senado”, que fica dentro do programa A Voz do Brasil e vai ao ar de segunda a sexta-feira. Além disso, a Rádio conta com mais seis programas jornalísticos e culturais em formato de podcast, são eles: Pautas Femininas, Projetos da Semana, Senado em Dois Minutos, Boletim.leg, Reportagem Especial, Curta Musical e Autores e Livros.

A Rádio Senado ainda está migrando para essa plataforma digital, como muitas outras, porém, a CBN está na vanguarda desse movimento. Em 2005 ela começou a postar no iTunes recortes das matérias que iam ao ar, uma vez que suas programações eram divididas em blocos, tinham vinhetas, apresentação das pessoas e conversa com o comentarista. “A programação da CBN é muito ‘podcastible’”, conta Thiago Barbosa, gerente de jornalismo da CBN do Rio de Janeiro e Belo Horizonte. “Foi natural com o tempo a gente começar a imaginar a possibilidade de entregar além do que está no ar, nos aprofundar em alguns assuntos que no ar poderia provavelmente ficar chato para a maior parte dos ouvintes”, completa o jornalista.

Atualmente a Rádio CBN conta com vários programas de podcast dos mais variados tamanhos, como o Jornal da CBN, que costuma durar cerca de 8 minutos, trazendo o que é tratado de mais importante na rádio, e o Vozes, que tem em média 40 minutos, com temas bem aprofundados e reflexivos. Thiago conta que a decisão da duração do podcast é decidida segundo tempo médio que as pessoas escutam a rádio nas plataformas digitais. “Mas eu acho que o mais importante não é a gente seguir um tempo fixo, mas que esse tempo seja mais ou menos o mesmo em todos os episódios de um determinado podcast, porque as pessoas têm hábitos”.

O costume das pessoas em ouvir podcast é para ser levado em consideração, dado que muitas vezes esse serviço, assim como o rádio faz há anos, serve de companhia para as pessoas. Um exemplo disso é Tiago Espanha, o engenheiro de software, escuta com frequência. “Na maioria do tempo estou escutando, seja enquanto malho, cozinho, como ou ando na rua”. Além do mais, Tiago escuta podcast no celular enquanto faz outra coisa, e assim é com a maioria dos brasileiros. Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Podcaster (ABPod) em parceria com a CBN entrevistou 22.691 pessoas que escutam arquivos digitais de áudio, e deste número viu-se que 92,1% escuta pelo celular.

Neste ano, Lúcio de Castro, jornalista, historiador e documentarista, começou o podcast Muito Mais do que Futebol. “A decisão de fazer o podcast partiu de um convite da produtora para o Mauro Cezar, que me posteriormente me chamou”. Um incentivo para Lúcio começar esse novo projeto foi o crescimento desse meio de informação no Brasil e, principalmente, nos Estados Unidos. “Como os podcasts têm crescido muito e se mostrado com grande potencial de se tornar efetivamente algo relevante e ser uma possibilidade de reviver o rádio, algo que sempre nos agradou, decidimos fazer. Vendo exemplos de países como os Estados Unidos, onde grandes jornalistas já chegam a deixar seus antigos veículos para se dedicar a podcasts, apostamos nesse potencial”.

Reportagem: Patrick Garrido

 

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