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Valorant: conheça o jogo e o novo modelo de franquias

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O Valorant é um jogo tático de tiro com visão em primeira pessoa, ou seja, você enxerga pelos olhos do personagem. Lançado em 2020, foi desenvolvido pela Riot Games, mesma criadora do League of Legends. O First-person shooter (FPS) apresenta diversos personagens com funções diferentes e habilidades únicas, o que o torna diferente dos seus concorrentes.

Com o rápido sucesso do jogo, logo surgiu o cenário competitivo. Em 2021, ocorreu a primeira edição do Valorant Champions Tour, uma série de torneios dividida em 3 atos.
Já no ano seguinte, a Riot anunciou a criação de uma nova competição: o Valorant Challengers Ascension, que consiste em 21 ligas espalhadas pelo mundo e três internacionais, as franquias.

De forma semelhante ao Counter Strike, o objetivo principal do jogo é plantar uma bomba, conhecida como “Spike”. Os atacantes são aqueles que devem se infiltrar no território inimigo e armar o explosivo, enquanto os defensores devem impedi-los. Para ganhar uma partida, é necessário fazer 13 pontos. Para isso, o game disponibiliza cerca de 20 agentes divididos em quatro funções, são elas: Duelistas, Controladores, Sentinelas e Iniciadores.

Reprodução/Riot Games

Cada função tem suas próprias características. Os duelistas são os agentes mais ofensivos, aqueles que buscam matar os personagens para os aliados entrarem na área inimiga. Atualmente, o jogo conta com seis duelistas: Phoenix, Raze, Reyna, Jett, Yoru e Neon. Os Iniciadores reúnem informações a partir de suas habilidades, agindo como um suporte. São eles: Sova, Skye, Fade, Breach e KAY/O. 

Já os Sentinelas são os mais defensivos; logo, suas habilidades favorecem a proteção dos seus aliados. No momento atual, Sage, Chamber, Cypher e Killjoy são os agentes disponíveis. A última função é a dos Controladores, que são responsáveis por fazer as fumaças e atrapalhar a visão da equipe inimiga. Recentemente, Harbor, o novo agente de Valorant, se juntou a Omen, Viper, Astra e Brimstone, formando o grupo de personagens desta posição. 

Atualmente, a principal competição do game é a “Champions Tour”, que é considerada como o Mundial da modalidade. Ela tem 3 fases de disputa, sendo a última o Valorant Champions, onde os melhores times se enfrentam em fases de grupos e depois em mata-matas. A fase inicial é o Challengers, que dá vaga para a fase 2. O Masters é a segunda parte do Tour, que garante o campeão no Valorant Champions.

No dia 18 de setembro, a final do mundial de Valorant foi disputada entre a equipe brasileira LOUD e a estadunidense OpTic. Na ocasião, os brasileiros venceram por 3 rounds a 1, com uma atuação de gala do duelista “Aspas”, que rendeu a ele o prêmio de melhor jogador da partida. A transmissão da final chegou a acumular mais de 1,5 milhões de espectadores simultâneos, marca significativa para o cenário dos E-sports.

Esse ano, a Riot anunciou um novo formato para suas competições a partir de 2023. No Valorant Challengers, passarão a existir 21 ligas divididas entre 3 franquias regionais diferentes: das Américas, incluindo quatro dessas ligas, EMEA (Europa, Oriente Médio e África) com sete, e do Pacífico, com dez. Dentro de cada um desses torneios, os campeões jogam entre si, e os vencedores dessas três disputas terão vaga nos eventos globais. Além disso, quem vencer essas franquias terá vaga cativa nas competições internacionais por dois anos. Atualmente, cada uma dessas ligas internacionais possui dez equipes, mas a empresa planeja que esse número cresça para 14 de 2027 em diante.

Reprodução/ Riot Games

Mateus “bzkA” Tarasconi, técnico campeão do Valorant Champions com a LOUD, acredita que a criação do novo sistema é benéfico para o competitivo do jogo. “Vejo com muito bons olhos a criação do sistema de Franquias, teremos um cenário com mais garantia de investimento, e com isso as empresas se sentem mais seguras em investir tanto em pessoas como em estrutura. Penso que só temos a ganhar com isso. Será um período de adaptação financeira para todas empresas, dentro e fora das franquias, mas no longo prazo tudo vai se encaixar”.

Além disso, Mateus acredita que o Challengers também é favorável para as equipes que ficaram de fora das franquias. “Caso não houvesse possibilidade das equipes subirem para as franquias aí teríamos um cenário um pouco mais caótico, com as empresas tendo que investir apenas em jovens talentos para futuras vendas. Mas como existe a possibilidade de subir, as empresas não estão economizando no investimento para este projeto”, finaliza bzkA.

Reportagem: David Silva, Mateus Gomes e Pedro Zandonadi

Supervisão: Gabriel Rechenioti e Leo Garfinkel

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