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Reinvenção obrigatória e necessária

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Durante a pandemia do novo coronavírus, as lojas, principalmente, as voltadas para o varejo tiveram que se reinventar. Por isso, a maioria migrou para o comércio online como plataforma de venda. Tal situação é representada pelo crescimento do e-commerce, que faturou 56,8% a mais nos oito primeiros meses de 2020 comparados com o mesmo período do ano passado, de acordo com pesquisa feita pelo Movimento Compre&Confie e a Associação Brasileira de Mercado Eletrônico (Abcomm). Com isso, devido a COVID-19, o comportamento tanto dos clientes quanto dos donos se transformou.   

 Com a pandemia, o faturamento do varejo sofreu um forte impacto mesmo com a utilização de novas plataformas para a venda digital dos produtos. Segundo o especialista em administração pública, Lúcio Lage, nem 50% do lucro considerado “normal” foi alcançado. Ele ressalta também a importância de possuir uma boa estrutura logística, já que o Brasil apresenta muitas limitações quanto ao comércio eletrônico. “Nós temos problemas de rede de internet e de logística para fazer o produto chegar até o comprador”.  

Segundo a Abcomm, foram abertos 107 mil novos estabelecimentos criados na internet para a venda de produtos como bebidas, vestuários, calçados, alimentos e produtos de limpeza. Lilian Rosa, proprietária da loja Loura, precisou reformular o seu negócio nesse momento. A família dela possui dois comércios a mais de quarenta anos, ambos em Niterói e nunca tinham pensado na possibilidade de ter que fechar o estabelecimento. Ela iniciou o modo sobrevivência e começou a estudar e a pesquisar como organizaria a loja virtual. “Ia dormir de madrugada estudando e a partir daí iniciei a movimentação nas redes sociais” conta Lilian. 

A funcionária do estabelecimento de Lilian, Janaína Santiago, foi impedida de trabalhar assim que a ordem de fechamento do comércio foi estabelecida. A loja deu a ela férias e logo depois foi suspensa do serviço por 60 dias, fazendo com que recebesse auxílio emergencial para conseguir se manter durante esse tempo. Ela afirma que o mais difícil no período da quarentena foi saber lidar com seu psicológico. “Ninguém esperava uma pandemia dessas e foi tudo muito de repente” 

Reportagem: Bruna Barros, Isabel Tavares e Júlia Araujo

Edição: Bruna Barros 

Supervisão: Ana Júlia Oliveira, Carolina Mie, Matheus Pardellas e Pedro Cardoso 

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1 comentário

  1. Ariane de Paula Andrade 29 de setembro de 2020

    Excelente reportagem sobre uma parte essencial da nossa sociedade: o comércio de bairro , que nos caracteriza. Parabéns a arquipélago!

    Responder

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