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Os impactos da pandemia no universo cinematográfico

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A pandemia do COVID-19 impôs uma série de mudanças na indústria cinematográfica, em especial o mundo geek. Desde o fechamento de cinemas ao adiamento de lançamentos, como Mulher Maravilha 1984, que tinha data de estreia para 5 de junho e foi adiado para agosto, ou Viúva Negra, que estava previsto para 30 de abril e foi remarcado para outubro deste ano. Além disso, eventos geeks, como a primeira Parada Geek do Brasil, que aconteceria em São Paulo no mês de abril e a Geek Nation Brasil, que aconteceria nos dias 22 e 24 de maio e agora acontecerá em 2021. 

A produção de séries e filmes também foi prejudicada por conta da pandemia. As gravações, que causam aglomeração, foram interrompidas por tempo indeterminado, respeitando as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para a assistente de direção Nicole Carvalho, de 25 anos, os setores culturais ainda vão levar um tempo a mais para normalizar. Ela conta que os cinemas estão todos fechados e filmes que estavam para estrear, estão aguardando o cenário se restabelecer. Com isso, muitos produtos que foram lançados logo antes do início da pandemia tiveram bilheteria baixíssimas. 

Nicole complementa também que muitas produtoras, locadoras de equipamentos e agências estão com dificuldade em se manter. “Quando as produções voltarem, acredito que os investimentos no setor serão mais complicados, muitas marcas estarão quebradas financeiramente”. Além disso, também impacta muito a questão orçamentária dos projetos. Se um projeto está orçado para três meses e passa para seis por conta dessa paralisação, talvez tenha dificuldade em manter seu padrão.

Devido aos reflexos do “novo normal”, uma das maiores premiações do cinema, o Oscar, anunciou algumas mudanças. Uma delas é que os filmes de Streaming podem concorrer ao prêmio sem precisarem serem exibidos no cinema. Eduardo Vieira, estudante de cinema  e membro fundador do Cinestesia (núcleo de cinema da ESPM-Rio), afirma que isso é um grande passo da Academia, pois reconhece o VOD (Video on demand) como uma plataforma de exibição tão digna quanto o cinema.

Plataformas de streaming / Foto: Divulgação

Segundo Eduardo, o retorno será muito sofrido para as grandes marcas, os estúdios e produtoras porque a indústria cinematográfica depende da ida ao cinema. Para ele, gasta-se muito dinheiro na publicidade do filme. Eduardo usa como exemplo de dentro da cultura geek o filme ‘Mulher-Maravilha 1984’, que teve sua estreia adiada. “Imagino que a Warner tenha perdido muito dinheiro com isso. É um impacto muito grande numa marca muito grande.”

Drive-in é uma opção de cinema onde se assiste ao filme dentro do carro. Apesar de nunca ter ido em um, Nicole acredita ser um charme e que pode ser uma maneira de incentivo, uma vez que é uma alternativa para a exibição de filmes. Por outro lado, Eduardo acredita que a dependência de um veículo diminui o nível da acessibilidade, além dos ingressos mais caros devido a infraestrutura. Mas ainda assim, ele acredita que seja a única opção nesse momento de pandemia. 

Reportagem: Ana Júlia Oliveira, Francisco da Silveira, Leo Garfinkel, Lucas Geia, Paola Burlamaqui e Ricardo Ferro

Supervisão: Maria Luísa Martins

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