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Perto do epicentro inicial da epidemia do coronavírus, o Japão é um dos poucos países do mundo que não adotaram a quarentena e apresentam poucos casos. Com 4.257 infectados e 93 mortes, o Japão está atrás inclusive do Brasil que possui 15.927 casos e 800 mortes, de acordo com o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (8). Porém, o mês de abril tem sido o mais crítico no país desde o começo da epidemia, com um crescimento diário de 12% no número de casos, assim como a média diária de mortes que aumentou de 1,6 para 2,8 entre março e abril. Segundo relatório da OMS divulgado nesta segunda-feira (6), o país somava 73 mortes e mais de 3,6 mil casos da Covid-19.

Devido a esses número, o Primeiro-ministro, Shinzo Abe, declarou, nesta terça-feira (7), estado de emergência com duração inicial de um mês para sete regiões do país, incluindo Tóquio. Porém, no Japão essa medida não garante às autoridades o direito de impor confinamento. A medida que pode ser tomada, pelos governadores, é o estabelecimentos comerciais não essenciais.

Para entender o contexto da pandemia no arquipélago, conversamos com Miki Tomita, de 29 anos, morador da região de Aichi, ainda não afetada pelo estado de emergência. 

 

Portal: Você mora sozinho? 

Miki: Não, moro com minha namorada há três anos.

 

Portal: O que você está fazendo para passar seu tempo? 

Miki: Bom, aqui ainda não foi decretado estado de quarentena, pelo menos não minha cidade. Então estou vivendo e trabalhando normalmente.

 

Portal: Como está a situação aí? 

Miki: De certa maneira tranquila, mas estamos tomando cuidado. Porém, algumas fábricas estão paradas. Eu ainda estou trabalhando, mas tenho um amigo que está há 42 dias sem trabalhar. Está ficando um caos tudo isso.

 

Portal: E como está na sua vizinhança? 

Miki: A vizinhança aqui agora está mais tranquila, porque morreu um senhor que estava infectado de coronavírus aqui atrás de casa, depois disso ficou um pouco mais tranquilo. O pessoal tá saindo 5h da manhã, todo mundo acorda e fica uma fila na farmácia para comprar máscara, porque só está vendendo de manhã. Eu estou de boa, apesar de não estar me cuidando tanto quanto deveria, mas uso máscara, álcool em gel, essas paradas todas aí. 

 

Portal: No local onde você trabalha, alguma medida de precaução foi tomada?

Miki: Agora na entrada tem álcool para limpar a mão, meu chefe todo dia fala do vírus para tomar cuidado, usar máscara e lavar bem a mão. Todo lugar da fábrica tem o negócio de álcool para limpar a mão.

 

Portal: Como a questão de mercado, alimentação nos locais que você frequenta ?

Miki: Aqui no meu estado está normal ainda, mas há três semanas atrás quando estava começando essa confusão faltou papel higiênico, álcool, máscara e papel toalha. A questão da comida está normal, mas ainda falta máscara e álcool em alguns lugares.

 

Portal:O que você mudou na sua rotina depois que isso tudo começou?

Miki: A gente tenta sempre prestar mais atenção, tomar um pouco mais de cuidado, mas estamos vivendo de maneira geral normalmente. Estou trabalhando, a fábrica ainda está funcionando como antes, o comércio não está fechado. Apesar disso, estou percebendo que os japoneses não estão saindo muito, eles são bem preservados, o movimento da rua diminuiu um pouco.

 

Reportagem: Alberto Ghazale, Bruna Barros, Carolina Mie, Eloah Almeida, Felipe Rinaldi, João Medina e Pedro Cardoso

Supervisão: Mariana Colpas e Patrick Garrido

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