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Fora de casa – Arthur Ribeiro

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O prefeito de Petrópolis, Bernardo Rossi, estendeu para o dia 24 de maio todos os decretos municipais que têm o objetivo de combater o coronavírus. Essa medida foi tomada após o prefeito ouvir recomendações de especialistas e diretores de hospitais. Com esse decreto, continuam válidos a proibição de eventos com aglomeração, a suspensão das aulas nas unidades escolares, restrição ao funcionamento de restaurantes (que só podem atender com delivery), a circulação de ônibus e vans vindos de outros municípios, entre outras medidas adotadas desde 13 de março. 

Um dos trabalhadores que não podem adotar o modelo home office é o morador de Petrópolis, Arthur Ribeiro, 22 anos. Como bancário, sua presença era necessária para o funcionamento do banco. O Portal entrevistou o Arthur para comentar sobre a situação das agências bancárias e como está sendo trabalhar fora de casa em meio à quarentena.

Portal: Qual é a sua função no banco?

Arthur: Eu trabalho no caixa, porém atuo na gerência de atendimento ao cliente.

Portal: Como estava a rotina de trabalho em meio à quarentena? 

Arthur: A rotina de trabalho estava, de certa forma, normal. A diferença é que algumas semanas após o início da quarentena no Brasil, minha agência começou a fazer revezamento de funcionários. A cada semana, dois funcionários ficavam em casa. 

Portal: Teve alguma mudança para que não houvesse o contato com os clientes do banco? 

Arthur: Teve sim, o atendimento ao caixa foi limitado a duas pessoas dentro da agência e apenas para clientes do banco. Nos foi dado uma máscara de acrílico para ser usada, porém preferi a máscara de pano, pois me sinto mais confortável. 

Portal: Quais foram as medidas que o banco adotou? 

Arthur: O banco mudou o horário de funcionamento. A mudança foi de 10 horas às 16 horas para 10 horas às 14 horas, sendo que beneficiários do INSS podem entrar 9 horas e nos dias de pagamento, às 8 horas pelo fato deles serem do grupo de risco. O banco colocou algumas pessoas de férias, como é o meu caso, e disponibilizou máscaras.

Portal: Sendo assim, você não optou por tirar essas férias?

Arthur: Então, eu não tive escolha. Minhas férias estavam programadas para julho, estava tudo programado para fazer uma viagem para a Europa com a família, passagem comprada e tudo. Mas veio essa tempestade e estamos tendo que nos acostumar à nova realidade.

Portal: Na época em que estava trabalhando, qual era sua rotina quando chegava em casa? Quais medidas de prevenção?

Arthur: Bom, quando eu chegava em casa, eu deixava a roupa na porta e subia direto para o banho, todos os dias assim. A máscara que eu usava eu deixava pra lavar e usava outra no dia seguinte.

Portal: Como estava a frequência de pessoas indo ao banco? As pessoas estavam usando máscara e mantendo uma certa distância? 

Arthur: Logo quando começou a circular esse assunto no Brasil, o movimento caiu drasticamente. A agência ficava vazia o dia todo e as pessoas quando iam, em sua grande maioria, não utilizavam máscaras. Nas últimas semanas, o movimento tem aumentado, por incrível que pareça, continuamos limitando a duas pessoas dentro da agência. 

Portal: Qual sua expectativa para a volta ao trabalho em meio à quarentena?

Arthur: A minha expectativa é que vamos trabalhar muito mais do que o normal, da mesma forma que já estávamos trabalhando. Acho que teremos muitos problemas para resolver e metas para bater, mas assim seguimos.

Reportagem: Carolina Mie, Gabriel Lorenzo, Leo Garfinkel, Lucas Geia, Paola Burlamaqui e Ricardo Ferro

Supervisão: Maria Luísa Martins

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